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Tauane Zóio punida por ato desleal
30/07/2021 14h44 | STJD

Divulgação / Site STJD
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A Comissão Disciplinar Feminina do STJD do Futebol puniu nesta sexta, dia 30 de julho, a atleta Tauane Zóio, do Avaí/Kindermann, por ato desleal na partida contra o Internacional. Por maioria dos votos, Tauane foi suspensa por dois jogos por infração ao artigo 250 do CBJD. A decisão é de primeira instância e cabe recurso ao Pleno do STJD.

Tauane Zóio foi expulsa na oitava rodada do Brasileiro Feminino por, segundo consta na súmula, receber o segundo amarelo aos 41 do segundo tempo por calçar a adversária de forma temerária na disputa de bola. O fato foi denunciado pela Procuradoria no artigo 250 do CBJD.

Após exibição do vídeo que gerou a expulsão, a Procuradoria sustentou em sessão virtual.

“Segundo amarelo na partida em que já havia sido advertida por calçar a adversária. A Procuradoria entende que a atleta deixou o pé de forma temerária e houve sim uma falta desleal no lance”, disse a Procuradora Fernanda Chamuska.

A advogada Isabelle Galvão discordou e justificou a ausência de gravidade no pedido de absolvição de Tauane.

“O caso da atleta do Avaí/Kindermann é um calço que ela dá, mas não chega com força excessiva. A atleta cai e já se levanta em seguida mostrando que não houve qualquer gravidade. O resultado estava favorável para o Avaí e a Tauane queria conseguir a vitória para a equipe. Caso simples do segundo amarelo e uma condenação se mostrará excessiva pela atleta já ter cumprido a automática. A defesa requer a absolvição e, não sendo esse o entendimento, que se aplique a pena mínima convertida em advertência pela ausência de gravidade”, concluiu a defensora.

Apesar do pedido da defesa, a relatora do processo, auditora Janine Couto justificou e puniu a atleta.

“Não foi uma disputa de bola e houve uma intenção da denunciada em cometer a falta. Não houve gravidade, mas poderia ter ocorrido pela intenção clara de derrubar a adversária. No meu entendimento seria até caso de vermelho direto. A atleta não é primária e tem duas condenações seguidas. Acolho a denúncia e condeno em duas partidas no artigo 250”, explicou a relatora.

A auditora Flávia Zanini acompanhou e acrescentou.

“Nosso cunho pedagógico a essa atleta, que é reincidente. Acompanho a relatora na pena de dois jogos”.

A auditora Camila Valério também acompanhou a relatora, enquanto a presidente Desirée Emmanuelle abriu a divergência.

“Confesso que vi várias vezes o vídeo por não conseguir visualizar se a atleta tinha chegado atrasada no lance. Ouso divergir da relatora por entender que a falta não foi por tamanha gravidade. Também não consigo absolvê-la pela falta. Condeno a atleta em uma partida, mas sem converter devido a reincidência”, concluiu a presidente da Comissão.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.