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Segunda Comissão absolve atacante Aguirre
17/07/2018 13h24 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os Auditores da Segunda Comissão Disciplinar do STJD do Futebol absolveram o atleta Rodrigo Aguirre, do Botafogo, e o treinador de goleiros do Bahia, Rogério Alves de Lima. Expulsos no duelo entre Bahia e Botafogo, pela Série A do Campeonato Brasileiro, atleta e preparador foram julgados nesta terça, dia 17 de julho. Por unanimidade dos votos, os Auditores entenderam que não houve infração disciplinar na conduta dos denunciados e absolveram Aguirre e Rogério. A decisão cabe recurso.

Na súmula da partida o árbitro informou que o atacante Aguirre foi expulso por receber o segundo amarelo após agarrar o adversário e, após a expulsão, o atleta teria reagido de forma grosseira e agressiva na direção da arbitragem precisando se contido pelos companheiros. Já o treinador de goleiros foi expulso por , segundo o árbitro, reclamar das decisões da arbitragem com socos no ar.

Presente no STJD o jogador uruguaio acompanhou o julgamento.

Antes das sustentações, a defesa do Botafogo apresentou prova de vídeo com o lance que gerou a expulsão de Rodrigo Aguirre.

O Procurador Antônio Vanderler Junior manteve a denúncia e reiterou os termos.

Em sustentação, o advogado Aníbal Rouxinol Segundo justificou o pedido de absolvição do atleta. “O atleta do Botafogo chegou recentemente ao clube. É uruguaio e veio contratado do Udinese, da Itália. Obviamente por ser estrangeiro está se adaptando ao futebol brasileiro.  Nesse jogo, no lance, não consigo vislumbrar qualquer tipo de infração do atleta do Botafogo. Aconteceu um enrosco ocasionado pelo atleta do Bahia, muito comum, e não houve nenhuma infração clara que pudesse acarretar a marcação da penalidade máxima. O árbitro entendeu que, naquele momento, o jogador do Botafogo teria puxado o adversário. A imagem mostra que isso não aconteceu. O lance em si merece a absolvição por não ter existido infração disciplinar e não justifica uma punição maior nesta Comissão”, disse o advogado, que ainda falou sobre a possível reclamação desrespeitosa.

“O árbitro relatou ainda que o atleta teve que ser contido e o jogador afirma que em nenhum momento foi em direção ao árbitro. O vídeo descaracteriza esse entendimento. No momento que ele recebeu o cartão ele poderia ter se insurgido pela marcação, mas na saída de campo o adversário que comemorou a expulsão dele bateram boca e o jogo depois transcorre normalmente. O entendimento que o árbitro teve não foi o que realmente ocorreu”, finalizou.

Pelo Bahia, Paulo Rubens também pediu a absolvição por não vislumbrar infração disciplinar. “O treinador reclamou, mas sem desrespeito. Por ter sido expulso e ter cumprido a automática, a defesa pede a absolvição”, concluiu.

O entendimento da defesa foi acompanhado pelo relator do processo, Auditor Felipe Diego. “Pelo que pude destacar dos vídeos assistidos, o segundo amarelo aplicado ao atleta do Botafogo foi indevido, razão pela qual voto pela absolvição no artigo 250. Quanto a saída , a prova de vídeo deixa claro que não houve reclamação contra a arbitragem. Também estou absolvendo. Sobre o segundo denunciado entendo que a forma constante na súmula não se caracteriza infração disciplinar. Absolvo também”, justificou.

O voto do relator foi acompanhado pelos Auditores Sônia Frúgoli, Francisco Honório e Marcelo Vieira.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.