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Santa x Sport: suspensões, multa e perda de mando
15/05/2017 14h52 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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As infrações na partida entre Santa Cruz e Sport rendeu punição ao mandante e alguns atletas. Julgados nesta segunda, dia 15 de maio, pela Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol, o Santa Cruz foi multado em R$ 20 mil e punido com duas perdas de mando pelo arremesso de duas latas de refrigerante no campo de jogo, Vitor suspenso por três partidas, Wellington dois jogos e Elicarlos absolvido. Do lado do Sport, Rithely recebeu suspensão total de cinco partidas, Evandro um jogo de punição e Everton Felipe absolvido. A decisão, proferida em primeira instância, cabe recurso e pode chegar ao Pleno.

A denúncia teve origem após análise da súmula e de vídeos da partida entre Santa e Sport realizada pela semifinal da Copa do Nordeste. No total seis atletas e o clube mandante foram denunciados e responderam a artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): 

Everton Felipe, Sport: artigo 258-A por provocar o público durante a partida. 

Rithely, Sport: artigos 254-A (agressão física), 258-A (provocar a torcida), 257 (participar de rixa, conflito ou tumulto) e 258-B (invadir campo após a expulsão). 

Elicarlos, Santa Cruz: artigo 254-A por praticar agressão física.

Evandro, Sport: artigo 243-F por ofensa a honra. 

Wellington, Santa Cruz: artigo 254 por praticar jogada violenta. 

Vitor, Santa Cruz: artigo 254-A por praticar agressão física. 

Santa Cruz: O clube foi denunciado nos artigos 213, inciso I por não prevenir e reprimir arremesso de objeto no campo e no artigo 191, inciso III por deixar de cumprir o regulamento. 

Presente no julgamento, Rithely negou que tenha tido a intenção de pisar no adversário em lance que gerou sua expulsão. O jogador declarou ainda que, quando percebeu que ia pisar no adversário, tentou tirar o pé. Perguntado sobre quem teria lhe acertado um tapa no rosto, Rithely respondeu que não foi Elicarlos e sim o lateral Tiago da Costa. O camisa 21 do Sport afirmou ainda que não saiu do vestiário para provocar ou causar tumulto com a torcida e equipe adversária, mas sim para comemorar o gol do companheiro André.

Após o depoimento de Rithely, o Subprocurador Luciano Hostins reiterou os termos da denúncia, destacou que os fatos estão muito claros e que a única preocupação da Procuradoria é com relação ao perigo dos fatos narrados. “Uma provocação de um atleta que precisa ser sancionado de forma exemplar. Temos que ponderar entre aquilo que está na súmula e o que foi dito pelo atleta (em depoimento)”. 

Renato Britto, advogado em defesa do Santa Cruz, ressaltou as dificuldades encontradas pelos clubes quando o aparato policial decide não fazer a detenção dos torcedores identificados. O defensor destacou que as medidas preventivas e repressivas foram realizadas pelo mandante.Com relação aos atletas, o advogado pediu a absolvição de Elicarlos por restar claro que não foi quem atingiu o adversário Rithely. Já aos atletas Wellington e Vitor, a defesa pediu a aplicação da pena mínima a ambos. 

Em defesa do Sport, Osvaldo Sestário defendeu a absolvição de Evandro e Everton Felipe. Quanto ao atleta Rithely, o advogado sustentou que o jogador é hoje a voz do torcedor do Sport e que defende o clube há quase sete anos. Ainda de acordo com Sestário não houve um pisão proposital de Rithely no adversário e, por isso, pediu a desclassificação do artigo 254-A para o artigo 250. No segundo momento, o árbitro relatou uma invasão e provocação do jogador a torcida adversária. O advogado defendeu: “Tanto no pisão quanto no segundo momento ele fica no meio, mas não toma nenhuma atitude. Ao final da partida volta ser denunciado por invasão. Já havia acabado o jogo e eles vão todos comemorar a classificação com a torcida do Sport. Não se pode considerar uma invasão”, finalizou.

Com a palavra, a Auditora Michelle Ramalho votou para desclassificar a conduta de Vitor para jogada violenta (artigo 254) e aplicar suspensão de três partidas ao atleta do Santa Cruz; pelo relato de Rithely absolver o atleta Elicarlos; ao atleta Rithely absolver pelo pisão (artigo 254-A) e absolver por provocar a torcida no artigo 258-A; desclassificar o artigo 257 para o artigo 258-A com três jogos de suspensão e mais duas partidas de suspensão por infração ao artigo 258-B ao invadir o campo no fim do jogo. Ao atleta Wellington aplicar dois jogos no artigo 254, votou para desclassificar a conduta de Evandro no artigo 243-F para o artigo 258 aplicando a pena de advertência ao jogador e para absolver Everton Felipe na denúncia no artigo 258-A. Ao Santa Cruz, a Auditora votou no sentido de aplicar multa de R$ 15 mil pelo arremesso de chinelo e latas de refrigerante no campo (artigo 213, inciso III) e absolver o clube da denúncia no artigo 191, inciso III. 

O Auditor Gustavo Pinheiro divergiu em dois pontos da relatora. O Auditor votou para aplicar uma partida a Evandro no artigo 258, sem converter em advertência e ao Santa Cruz aplicar multa de R$ 20 mil e perda de dois mandos de campo no artigo 213, inciso III. Gustavo justificou que é inadmissível o acesso e arremesso de duas latas de refrigerante no campo de jogo por torcedores e destacou que tal objeto poderia machucar um atleta. 

Logo após, o Auditor Douglas Blaichman divergiu da relatora para aplicar dois jogos de suspensão a Evandro no artigo 258 e na punição de R$ 20 mil de multa e perda de dois mandos ao Santa Cruz no artigo 213, inciso III. 

O Auditor Rafael Feitosa acompanhou a divergência na aplicação de uma partida ao atleta Evandro no artigo 258 e na multa de R$ 20 mil e duas perdas de mando ao Santa Cruz. 

Ultimo a votar, o Presidente Lucas Rocha também divergiu para aplicar um jogo de suspensão a Evandro no artigo 258 e votou para multar em R$ 20 mil e quatro perdas de mando ao Santa Cruz.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.