LEIA MAIS@ 06/04/2020 - 13h03 | STJD: Resolução auxilia clubes e combate a Covid-19
LEIA MAIS@ 23/03/2020 - 13h16 | STJD: prazos suspensos por tempo indeterminado
LEIA MAIS@ 18/03/2020 - 12h16 | STJD: Sede fechada temporariamente
LEIA MAIS@ 15/03/2020 - 18h01 | STJD suspende sessões e prazos
LEIA MAIS@ 11/03/2020 - 10h49 | Presidente suspende gerente do Caxias

Presidente suspende gerente do Caxias
11/03/2020 10h49 | STJD

Divulgação / STJD
a A

O Presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, Paulo César Salomão Filho, deferiu a liminar da Procuradoria e suspendeu preventivamente o gerente administrativo do Caxias, Diogo Vicente Aver, por agredir o árbitro Lucas Canetto Bellote após a partida contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. A suspensão preventiva foi comunicada na tarde desta terça, dia 10 de março, pelo prazo de 30 dias.

Entenda o caso:

Pela Copa do Brasil, a partida entre Caxias e Botafogo terminou empatada em 1 a 1 e com confusão após o apito final. Na súmula da partida o árbitro Lucas Canetto Bellote relatou as ocorrências e a agressões físicas e verbais cometidas por Diogo Aver. O gerente do Caxias agrediu o árbitro com uma joelhada e um tapa no rosto, tendo sido necessária a intervenção policial.

Em denúncia a Procuradoria enquadrou o gerente por invasão de campo, dupla agressão e ofensa contra a arbitragem e pediu a suspensão preventiva destacando a gravidade dos fatos e presentes todos os requisitos autorizados para tal medida.Presidente suspsnde

Após análise das provas e pedido o presidente do STJD do Futebol destacou que os fatos foram narrados na súmula que possui presunção de veracidade, além dos vídeos e reportagens juntados pela Procuradoria. Com base no artigo 35 do CBJD o presidente Paulo César Salomão Filho deferiu a suspensão preventiva do gerente Diogo Aver pelo prazo de 30 dias.

Confira abaixo parte do despacho do presidente do STJD:

“O artigo 35 do CBJD dispõe que poderá haver suspensão preventiva quando a gravidade do ato ou fato infracional a justifique, ou em hipóteses excepcionais, desde que requerida pela Procuradoria, ou quando expressamente determinado por lei.

Em uma análise perfunctória própria da apreciação de pedidos desta natureza, no presente caso verifico a presença dos requisitos autorizadores da medida excepcional, tendo em vista a gravidade da conduta praticada pelo Denunciado, que revela total desprezo às mais comezinhas normas disciplinares e até mesmo aos padrões de convívio social.

Com efeito, são absolutamente verossímeis as alegações acusatórias, visto que arrimadas em farta prova pré-constituída, inclusive de vídeo, que demonstra, sem dificuldade, o suficiente para a formação de um juízo de probabilidade a respeito da pretensão punitiva, a respeito dos fatos gravíssimos, dos quais, como demonstrado, em tese, poderão decorrer longa condenação em detrimento do Primeiro Denunciado”.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.