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Presidente interdita Moisés Lucarelli
29/11/2017 13h49 | STJD

Daniela Lameira
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O Presidente do STJD do Futebol, Ronaldo Botelho Piacente, deferiu nesta quarta, dia 29 de novembro, o pedido da Procuradoria da Justiça Desportiva para interdição do estádio Moisés Lucarelli, palco de cenas de invasão de campo que encerrou a partida entre Ponte Preta e Vitória, válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, antes do horário previsto. Na decisão o Presidente condicionou a liberação a vistoria da CBF. Ronaldo deferiu ainda liminar para que a Ponte não tenha acesso a carga de ingressos de visitante na última rodada e negou o pedido para não homologação da partida contra o Vitória.

Em denúncia da Procuradoria com pedido de liminar foi destacada a invasão de torcedores da Ponte Preta que interromperam a partida contra o Vitória aos 38 minutos do segundo tempo. Sem dificuldades, torcedores romperam o alambrado que separa a arquibancada do campo, além de um arrombarem e danificarem um portão de acesso ao campo colocando em risco a integridade de atletas, comissão, torcedores e profissionais que atuavam no Moisés Lucarelli. O fato foi narrado na súmula da partida pelo árbitro que informou ainda o confronto entre torcedores e polícia militar e o lançamento de um chinelo e um copo com líquido no campo.

Para a Procuradoria, os vídeos, imagens e relatos propagados nos mais diversos veículos de mídia externam fragilidades de segurança atualmente existentes no Estádio Moises Lucarelli. Com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva o clube de Campinas foi denunciado por infração ao artigo 211 (Deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização) e ao artigo 213 e seus incisos I, II e III (por não prevenir e reprimir desordem, invasão e lançamento de objetos).

Por se tratar de fatos graves e que coloca em questão a segurança dos presentes no estádio, a Procuradoria pediu a interdição prontamente do local até que a Ponte Preta “promova e comprove nos autos melhorias efetivas tendentes a impedir o acesso de torcedores ao campo de jogo, conferindo, por conseguinte, ordem na praça de desporto e, consequentemente, a segurança dos que ali se façam presentes”.  O pedido é embasado no artigo 119 do CBJD.

A Procuradoria pediu ainda que o STJD aplique o artigo 20 do Regulamento geral de Competições com a homologação do resultado da partida com o placar de 3 x 0 para o Vitória, devendo a CBF aguardar o julgamento final para confirmar  decisão na tabela do campeonato.

Por fim, que não seja disponibilizada a cota de ingressos como visitante na última partida do Campeonato Brasileiro diante do Vasco no próximo dia 3, no Rio de Janeiro, a fim de prevenir atos de violência.

Presidente deferiu interdição:

Após análise do pedido e das provas juntadas, o Presidente Ronaldo Piacente concedeu a liminar para determinar a interdição do estádio Moisés Lucarelli, até que a Ponte Preta comprove que o local esteja em condições de realizar os jogos com infraestrutura necessária a assegurar  plena garantia e segurança para sua realização e condicionou a liberação somente após vistoria da CBF com laudo constatando sua regularidade.

Por entender que há iminente risco de violência da torcida da Ponte Preta na última rodada do Campeonato Brasileiro, o Presidente deferiu também a não disponibilização da quota de ingressos que a equipe de Campinas tem direito no jogo a ser realizado no próximo dia 3, no estádio São Januário, contra o Vasco da Gama.

Já por não ver como atribuir a Ponte Preta a causa pela interrupção da partida, Ronaldo Piacente negou a liminar que pedia que a CBF não homologasse o resultado da partida ou suspendesse até decisão final da Corte

Rodrigo também denunciado:

O zagueiro da Ponte foi expulso de campo por, segundo o árbitro, ter “introduzido, por duas vezes, seu dedo médio entre as nádegas de seu adversário”,  Santiago Trellez com a bola fora de jogo. A conduta de Rodrigo foi enquadrada no artigo 258 do CBJD por “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva” e pode render suspensão de uma a seis partidas.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.