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Pleno pune Castan, Maxi e Sampaoli
07/06/2019 15h54 | STJD

Daniela Pinho
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Em última instância, Vasco e Santos retornaram ao STJD do Futebol. Nesta sexta, dia 7 de junho, os Auditores do Pleno reformaram a decisão de primeira instância e puniram com dois jogos os atletas Leandro Castan e Maxi Lopez por reclamação desrespeitosa, aplicaram uma partida por invasão e advertência por desrespeito cometidos pelo técnico Sampaoli e reduziram de R$ 100 mil para R$ 20 mil a multa do Vasco por arremesso de objetos e desordem.

Descontente com a absolvição dos atletas e treinador em primeira instância, o Procurador-geral Felipe Bevilacqua recorreu. Diante do Pleno, Bevilacqua sustentou.

“O que aconteceu é fora de qualquer julgamento que eu tenha visto no STJD. Esse caso tomou uma negativa. Não conseguiram elidir o que foi narrado na súmula e mesmo assim foram absolvidos. Leandro Castán  e Max Lopez xingaram e chamaram o árbitro de ladrão. O técnico do Santos ratificou o que foi narrado na súmula e ainda assim foi absolvido. Sampaoli invadiu as áreas várias vezes na partida e depois ainda ofendeu a arbitragem cometendo duas infrações distintas. Por fim, ao clube houve várias condutas distintas no artigo 213 relatadas na súmula e que precisam ser punidas”, argumentou.

Em defesa do Vasco, o advogado Paulo Rubens justificou a absolvição dos jogadores. “ A súmula relata o que disse o técnico do Santos e descreve as palavras em espanhol. Maxi Lopez é um atleta argentino e pouco fala português e não teria usado essas expressões. Leandro Castan esclareceu em depoimento que vários atletas se dirigiram a arbitragem , mas é impossível que tenham dito exatamente as mesmas coisas. Essa é a razão da absolvição dos atletas do Vasco. Uma multa de R$ 100 mil é excessiva a lançamentos de objetos permitidos dentro do estádio. Que seja reduzida”, concluiu.

Luis Eduardo Barbosa, advogado do Santos, explicou o entendimento da Comissão para absolver o técnico Sampaoli.  “Técnico argentino e que ainda está se adequando ao futebol brasileiro. Sampaoli pediu para comparecer e entender. As palavras ditas foram em tom de reclamação e não de ofensa. O entendimento da Comissão foi por entender que estava há 100 dias atuando no Brasil e em período de adequação”, disse o defensor.

Apesar do pedido das defesas, o relator do processo, Auditor Ronaldo Piacente votou para manter a denúncia de ofensa a Leandro Castan e Maxi Lopez e aplicar quatro partidas e multa de R$ 500, para cada; aplicar uma partida de suspensão a Sampaoli por invasão no artigo 258-B e advertir o treinador por reclamação desrespeitosa no artigo 258, inciso II. Reduzir a multa do Vasco para R$ 20 mil por infração ao artigo 213 e seus incisos.

O Auditor Decio Neuhaus divergiu para aplicar duas partidas a Leandro Castn por reclamação desrespeitosa no artigo 258, inciso II e absolver Maxi Lopez.

Já o Auditor José Perdiz abriu nova divergência para aplicar duas partidas a Castan e Maxi por reclamação desrespeitosa, acompanhando o relator na pena de Sampaoli e na redução da multa do Vasco.

O Auditor João Bosco e o presidente Paulo César Salomão Filho acompanharam a divergência apresentada pelo Auditor José Perdiz, enquanto o Auditor Mauro Marcelo de Lima votou com o relator e a Auditora Arlete Mesquita acompanhou o voto do Auditor Decio Neuhaus.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.