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Pleno mantém 15 jogos a Kleber
13/07/2017 19h40 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol negou provimento ao recurso do Coritiba contra as 15 partidas impostas ao atleta Kleber. Em recurso julgado nesta quinta, dia 13 de julho, os Auditores mantiveram as nove partidas aplicadas pela cusparada e mais seis partidas por agressão física. A decisão foi proferida por maioria dos votos.

Suspenso preventivamente pelo Presidente do STJD , Ronaldo Botelho Piacente,Kleber foi denunciado por cuspir no adversário e por dupla agressão em partida contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. Julgado no dia 28 de junho, o jogador do Coritiba foi punido com suspensão total de 15 partidas, sendo três já cumpridas preventivamente.

Em recurso com pedido de efeito suspensivo o relator nomeado no Pleno, Auditor Antônio Vanderler deferiu parcialmente até que o julgamento fosse concluído em última instância.

Nesta quinta diante do Pleno, a Procuradoria propôs transação disciplinar para que o atleta fosse punido com suspensão total de sete partidas e multa de R$ 230 mil, sendo R$ 100 mil dividido para quatro instituições de Curitiba. Informado sobre a transação, o jurídico do clube, representado pelo advogado Itamar Cortes informou que o clube deferiu no máximo seis jogos e multa de R$ 200 mil.

Com a negativa, deram seguimento ao julgamento.

Em sustentação, o advogado afirmou que “em que pese a gravidade dos fatos e a punição da Comissão, é sabido que é a mais rigorosa de todas e foi dada por maioria dos votos. O atleta foi punido pelo clube administrativamente juntado aos autos. Foi também juntada ata de audiência da vara de família em que o atleta brigava pela guarda da filha e ao menos explica a situação nesse dia de fúria do atleta, passando por muita pressão psicológica. Minimamente que se leve em consideração todos os aspectos para aplicação da penalidade. O cuspe já começa com seis, mas não há motivo para majorar um atleta primário”, defendeu.

Para o Prourador-geral Felipe Bevilacqua as condutas do Kleber fora reprováveis e erecem punição exemplar.  “Fico triste de não conseguir alcançar a transação pois íamos transformar um caso cometido pelo atleta grave em uma condenação com ato de disciplina e ajuda ao próximo. Um atleta experiente, já rodado por vários clubes, fazer tantos atos indisciplinados em um jogo de futebol e dentre eles uma cusparada. Transmitir através da televisão atitudes tão desprezíveis e violência. Isso que precisamos julgar para que as crianças não presenciem. Entendo eu que, pelo fato de ter essa responsabilidade muito maior,  é que a suspensão preventiva foi inovadora e deferida acertadamente até para que uma resposta rápida fosse dada até pela questão de disciplina”, disse e acrescentou.

“Foi absolvido de uma cotovelada clara, foi condenado por um soco que realmente agrediu uma pessoa, no decorrer da partida praticou vários atos de irresponsabilidade e para fechar esse combo praticou uma cusparada, feito reprimido e desprezado por todos que aqui exercem uma função. Cuspe no rosto faz com que a situação seja inevitavelmente mais grave que qualquer outro cuspe. Não só pelo fato como se deu o cuspe, mas por todo o conjunto da obra praticada merecia sim mais que a mínima. Ele tentou desde o início do jogo. Ele colocou em risco a segurança da partida e o clube poderia ser punido no 213. Praticou inúmeros atos e por muito pouco não causou um problema maior. Com todo o currículo fez tudo o que um atleta de futebol não poderia fazer”, finalizou Bevilacqua.

Com a palavra para voto, o relator Antônio Vanderler  justificou. “Entendo que a cusparada é uma coisa tão abominável, nojenta, falta de respeito muito grande. É melhor levar um soco do que cusparada. Diante disso, meu voto é para negar provimento ao recurso”.

O Auditor Otávio Noronha divergiu. “De fato, atleta já é muito conhecido por todos e famoso por ser indisciplinado em toda sua carreira. Os fatos foram muito graves e as imagens são claras. Apesar disso, ele é primário nos últimos 12 meses. Entendo e voto pela mínima de cusparada de 6 partidas e a mínima de agressão de 4 jogos, totalizando 10 partidas”.

O Auditor Décio Neuhaus também divergiu. Estava disposto a dar 10 partidas, mas ele é macaco velho. Dou sete pela cusparada e cinco pela agressão”.

A Auditora Arlete Mesquita acompanhou a divergência que aplicava pena total de 10 jogos a Kleber. “Considerando a sustentação da defesa, vou ficar com a pena mínima da divergência levando em consideração a questão familiar”, disse.

Os Auditores João Bosco, Mauro Marcelo e o Presidente acompanharam o relator para manter a pena total de 15 jogos. 


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.