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Pleno mantém punição a Luan Peres
17/12/2020 12h40 | STJD

Divulgação / Site STJD
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O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol negou provimento ao recurso do Santos em favor do seu atleta Luan Peres. Punido com dois jogos de suspensão por empurrar um atleta do Ceará fora da disputa de bola, Luan teve a pena mantida em última instância nacional. A decisão, proferida nesta quinta, dia 17 de dezembro, se deu por unanimidade dos votos dos auditores.

Luan Peres, do Santos, foi denunciado no artigo 254-A por atingir o adversário fora da disputa de bola, na partida contra o Ceará. Em sessão da Terceira Comissão Disciplinar, o atleta teve a conduta desclassificada para o artigo 250 e recebeu suspensão de dois jogos. Contra a decisão da Terceira Comissão o Santos ingressou com recurso pedindo a absolvição do atleta e obteve o efeito suspensivo até a conclusão do julgamento.

Diante do Pleno, o advogado do Santos pediu a exibição da prova de vídeo e , em seguida, sustentou.

“Pegando o gancho das imagens é justamente a atitude do atleta do Ceará que no primeiro movimento joga o companheiro para o lado e coloca o atleta na rota de colisão com o Luan. O Luan vem em alta velocidade para tirar ele de cima do Marinho e acaba se chocando. Ficou claro que a confusão já estava instaurada e que o atleta Luan somente tinha a intenção de tirar o atleta do Ceará de cima do Marinho, que havia sofrido a falta. O pedido inicial é pela aplicação de advertência. A pena que realmente se amoldaria melhor é a pena mínima do artigo e pedimos a substituição pela advertência”, defendeu Marcelo Mendes.

Para a Procuradoria o recurso não deve ser provido.

“O vídeo demonstra de forma muito clara o que ocorreu. A Procuradoria entende que a pena de duas partidas esta de bom tamanho e parece razoável. A Procuradoria opina pelo improvimento do recurso do clube”, disse Ronaldo Piacente, Procurador-geral do STJD do Futebol.

Relator do processo no Pleno, o auditor Paulo Sérgio Feuz acompanhou o entendimento da Procuradoria.

“Em que pese as razões apresentadas, as imagens juntadas demonstram a atitude desleal e hostil na partida descrita no inciso II do artigo 250 do CBJD. Não se espera essa atitude de um atleta principalmente quando a partida estava paralisada. A decisão que condenou o atleta com duas partidas deve ser mantida. Nego provimento ao recurso do recorrente”, justificou o relator.

O voto do relator foi acompanhado pelos auditores José Perdiz de Jesus, Mauro Marcelo de Lima e Silva, Luiz Felipe Bulus, Sérgio Leal Martinez, Anderson Freitas e pelo presidente Otávio Noronha.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.