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Pleno fixa três jogos para organizadas do Ceará
22/02/2018 15h38 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Pleno do STJD do Futebol determinou o afastamento das organizadas do Ceará por três partidas. Em julgamento de Medida Inominada realizada nesta quinta, dia 22 de fevereiro, em sessão itinerante no TJD/SC, os Auditores fixaram o número de partidas para cumprimento da pena em que serão proibidas as organizadas do Ceará com adereços em jogos nacionais em competições organizadas pela CBF. A decisão foi proferida por unanimidade dos votos.

Entenda o caso: 

A Procuradoria da Justiça Desportiva entrou com Medida Inominada e pedido de liminar após receber ofício do Ministério Público do Estado do Ceará relacionados a violência praticada dentro e fora das arenas nos dias dos jogos do Ceará e sinalizando medidas preventivas. No documento, a Procuradoria destacou fatos de extrema gravidade cometidos pelas organizadas do clube, como crimes de lesão corporal, arremessos de objetos, tumulto, conduta inconveniente e que geram perigo de vida e saúde de torcedores.

Após análise dos ofícios do MP e documentos da Procuradoria, o Presidente do STJD do Futebol, Ronaldo Piacente deferiu no último dia 8, liminar para proibir a entrada das organizadas do Ceará com adereços nas partidas nacionais em competições organizadas pela CBF. Tal medida permaneceu em vigor até este julgamento no Pleno.

Diante dos Auditores, o Procurador-geral Felipe Bevilacqua destacou: “Cheguei a uma conclusão objetiva da questão das perdas de mando de campo. A perda de mando de campo não trás o resultado esperado. A organizada equivale há 5% de qualquer torcida. Se tinha a atitude de 50 a 100 pessoas e tinha punição de 50 mil que frequentam o estádio e a punição do espetáculo em si que causava um prejuízo muito grande financeiro e desportivo e não alcançava o caráter pedagógico. Em conjunto com Ministério Público, Polícias começamos a atacar diretamente as organizadas em seus espaços.  Meu escopo é preservar o campeonato em primeiro lugar, os atletas e os clubes. Em reunião com o MP ficou acertado o pedido de afastamento das organizadas do Ceará”, concluiu.

Diretor Jurídico do Ceará, Jamilson Veras negou qualquer envolvimento do clube com as organizadas e pediu a reforma da Liminar. “O Ceará cortou o cordão umbilical com as organizadas a muito tempo. Entendemos que a organizadas faz uma festa bonita no estádio, mas que alguns membros se excedem.  Se o MP quiser impedir o ingresso da organizada que o faça através de uma ação civil pública. O clube não tem interesse em defender torcida organizada. Em reuniões com Polícia Militar e Bombeiros criamos o seminário da paz , mas a o Ministério Público não compareceu em nenhum. A indignação do Ceará é por transformar uma perseguição pessoal para perseguição institucional. A defesa pede a reforma da Liminar por não ser ele o responsável por fiscalizar”, defendeu.

Relator do processo, o Auditor Otávio Noronha votou para manter o afastamento das organizadas do Ceará, nos moldes da liminar, por três partidas. O entendimento foi acompanhado pelos demais Auditores presentes.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.