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Palmeiras x Ceará: penas de Mattos e Lisca majoradas
06/12/2018 12h37 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Pleno do STJD do Futebol reformou parcialmente a decisão e primeira instância no processo envolvendo as infrações ocorridas na partida entre Palmeiras e Ceará. Por maioria dos votos foi mantida a pena de dois jogos a Deyverson, uma partida ao técnico Luiz Felipe Scolari, multa de R$ 1,5 mil ao Ceará e reformada para majorar a suspensão de Alexandre Mattos para 30 dias de suspensão, duas partidas ao técnico Lisca e absolver o auxiliar do Ceará, Márcio Henrique. O processo foi julgado nesta quinta, dia 6 de dezembro, na sessão itinerante realizada em São Paulo no 14º Fórum Brasileiro de Direito Desportivo do IBDD/AASP.

No evento, os Auditores acompanharam os vídeos juntados pela Procuradoria que justificam as expulsões de Deyverson e Lisca e as declarações de Felipão e Alexandre Mattos após a partida.

O Procurador-geral Felipe Bevilacqua lamentou os fatos na partida e pediu que fosse analisado elevado em conta o contexto nas declarações dos integrantes do Palmeiras na tentativa de criticar a competição ea arbitragem, além das reiteradas declarações desrespeitosas através da imprensa.

Américo Espallargas, advogado do Palmeiras, sustenta em defesa dos integrantes do clube. “Me limito a impugnar o recurso da Procuradoria a Deyverson. Felipão afirma que vai prejudicar o time perder quatro atletas no jogo mais decisivo do campeonato. Foi esse o contexto. A ficha dele na tentativa de construir uma pessoa reclamona não existe.  Felipão foi respeitoso, não falou em má fé. Alexandre Mattos tem uma última condenação de 2014 e a ficha é limpa. Principal figura no futebol é evidente que atrai a imprensa, mas a crítica que ele faz pede um campeonato limpo. Mattos não disse que a arbitragem queria ajudar o Flamengo. Liberdade de expressão prevista na Constituição Federal”, finalizou.

Pelo Ceará, Osvaldo Sestário, justificou a decisão de primeira instância e pediu a manutenção de uma partida de punição. “Em primeira instância temos uma súmula que foi desconstituída. A súmula diz que ele teria falado impropérios aos árbitros. Jogo que o Palmeiras teve pênalti marcado depois de alguns segundos que a arbitragem ficou sem saber o que marcar. O auxiliar da linha de fundo do outro gol que marcou. Não faz sentido o Lisca reclamar após a expulsão do Deyverson”, disse o advogado.

Terceira interessada no processo, a advogada da ANAF, Ester Freitas, afirmou que o árbitro se sentiu ofendido e pediu a punição dos denunciados.

Relatora do processo no Pleno, a Auditora Arlete Mesquita afirmou que pelas sustentações os fatos estão claros. A relatora votou para manter a decisão de primeira instância aos denunciados Deyverson, Felipão, Alexandre Mattos e Ceará e majorar a pena de Lisca para três jogos e advertir o auxiliar Márcio Henrique.

O Auditor Décio Neuhaus divergiu da relatora. “A projeção do que foi dito pelo Luis Felipe Scolari foi maior do que Lisca. Voto por dois jogos a cada. Auxiliar Márcio mantenho a absolvição, Deyverson manter dois jogos, Ceará manter R$ 1,5 mil. Alexandre Mattos majoro a suspensão para 30 dias que deverá ser cumprida a partir do primeiro jogo do estadual 2019.

O Auditor Ronaldo Piacente divergiu da relatora para aplicar dois jogos ao técnico Lisca e absolver o auxiliar do Ceará, Márcio Henrique.

João Bosco divergiu parcialmente da relatora para aplicar 30 dias a Alexandre Mattos, absolver auxiliar Ceará e manter um jogo a Lisca. Já o Auditor Luis Felipe Bulus votou para majorar para dois jogos ao técnico Lisca e absolver o auxiliar do Ceará, Márcio Henrique.

O Auditor Antônio Vanderler e o presidente Paulo César Salomão Filho acompanharam na íntegra o voto apresentado pelo Auditor Décio Neuhaus.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.