LEIA MAIS@ 07/12/2018 - 12h56 | Vasco, presidente e técnico punidos
LEIA MAIS@ 07/12/2018 - 10h06 | Pleno multa e bane Amadeu Rodrigues
LEIA MAIS@ 06/12/2018 - 12h37 | Palmeiras x Ceará: penas de Mattos e Lisca majoradas
LEIA MAIS@ 04/12/2018 - 21h18 | Pleno do STJD debate em Workshop do novo CBJD
LEIA MAIS@ 04/12/2018 - 14h05 | Processo de Amadeu Rodrigues é reagendado

Palmeiras x Ceará: Deyverson, Mattos e técnicos punidos
12/11/2018 14h10 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
a A

A Primeira Comissão Disciplinar julgou nesta segunda, dia 12 de novembro, as ocorrências na partida entre Palmeiras e Ceará, pela Série A do Campeonato Brasileiro.  Por maioria dos votos, Deyverson foi suspenso por duas partidas por jogada violenta. Por desrespeito contra a arbitragem os técnicos Luiz Felipe Scolari e Lisca receberam uma partida de suspensão, cada, Alexandre Matos, Diretor do Palmeiras, 15 dias de suspensão, enquanto o auxiliar do Ceará, Márcio Henrique, absolvido. Por atraso e descumprir o regulamento, o Ceará recebeu multa de R$ 1,5 mil. A decisão cabe recurso.

Pelo Palmeiras, Felipão e Deyverson compareceram e prestaram depoimento. Do lado do Ceará, Lisca e o auxiliar Márcio Henrique também deram suas versões para explicar os fatos que geraram denúncia.

Deyverson pediu desculpas e disse que acabou acertando o adversário por ser bem maior que ele.

Felipe Scolari explicou as palavras ditas em coletiva após a partida e afirmou que quis dizer que a imprensa, árbitros, auxiliares possuem as informações de todos os atletas advertidos e contagem dos cartões para os jogos. O treinador acrescentou ainda não achar que foi errada a expulsão de Deyverson, mas ressaltou que ambos subiram os pés na disputa de bola e que seu atleta não teve a intenção de machucar o adversário.

Terceiro a depor, Lisca confirmou que realmente demorou um pouco para se dirigir ao vestiário por querer saber o motivo da expulsão. O treinador do Ceará afirmou que não se dirigiu a arbitragem, mas sim a torcida do Palmeiras que pegou no pé dele. “A súmula está pesada e não sei qual a intenção da arbitragem em me prejudicar. Está claro o lance e as imagens. Venho colocar a minha indignação por uma série de mentiras escrita na súmula”, finalizou Lisca.

Alexandre Miranda, advogado do Palmeiras iniciou a defesa contando a história de vida de Deyverson. Logo após destacou que não houve nenhuma intenção de atingir o adversário e que na jogada aérea os dois atletas levantaram o pé. Por entender que o lance foi de menor potencial lesivo e lembrando que Deyverson ficou de fora de todo o segundo tempo da partida e cumpriu a automática, o advogado pediu a absolvição do atleta.

Com relação ao técnico Felipão o defensor afirmou que sequer deveria ter ocorrido denúncia. “Já foi explicado o que disse. A defesa entender que sequer seria objeto de denúncia. Não faltou com a arbitragem. Não individualiza por não ter dito nome na entrevista. Não foi acintoso, pelo contrário, respeitosa entrevista e faz uma brincadeira e gera uma dúvida... Temos no jogo cartões duvidosos que gerou toda a insatisfação do Palmeiras externada pelo técnico. Estamos diante da liberdade de expressão. Não passou da linha da ética ou ofensa. Caso de total absolvição”,pediu.

Em defesa de Alexandre Mattos, o advogado do clube justificou a ausência pelo casamento e lembrou que o dirigente é primário.

O advogado Osvaldo Sestário defendeu o Ceará e o auxiliar Márcio Henrique ressaltando o desabafo do auxiliar sem qualquer tipo de desrespeito. Já Jamilson Veras, Diretor Jurídico do Ceará, sustentou em favor de LIsca alegando que a expulsão do treinador é controversa para o momento da partida. “A súmula diz da necessidade de policiamento, mas o vídeo não mostra nenhum policial na saída do treinador. Os xingamentos relatados pelo árbitro não ocorreram. A colocação de perguntar não pode gerar ofensa. A defesa pede a absolvição”, concluiu.

Terceira interessada no processo, a ANAF, representada pela advogada Ester Freitas, pediu que os denunciados fossem punidos pelas alegações contra a arbitragem.

Presidente em exercício e relator do processo, o Auditor Douglas Blaichman, votou para multar em R$ 3 mil o Ceará por atraso no artigo 206. Levando em conta a reincidência de Deyverson, aplicar três jogos de suspensão ao atleta. O Auditor votou ainda para suspender por uma partida Luiz Felipe Scolari pela deselegância com a arbitragem e 15 dias de suspensão ao Diretor Alexandre Mattos. Sem contraprova as palavras graves narradas na súmula,  o relator aplicou quatro partidas ao técnico Lisca por ofensa e absolveu o auxiliar Márcio Henrique.

O Auditor Alexandre Magno divergiu em partes do relator para aplicar R$ 3 mil ao Ceará no artigo 191; dois jogos a Deyverson no artigo 254; dois jogos a Felipão; 15 dias de suspensão ao dirigente Alexandre Mattos; desclassificar a conduta de Lisca para desrespeito no artigo 258, inciso II e aplicar uma partida ao técnico e absolver o auxiliar Márcio Henrique.

Ultimo a votar, o Auditor Rafael Feitosa também divergiu para aplicar multa de R$ 1,5 mil ao Ceará no artigo 191; aplicar dois jogos a Deyverson ; uma partida a Felipão; 15 dias de suspensão ao Diretor Alexandre Mattos, desclassificar para desrespeito a conduta de Lisca e punir com uma partida e absolver o auxiliar do Ceará.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.