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Pal x Fla: expulsões julgadas e punidas
12/07/2018 12h25 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Quarta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou nesta quinta, dia 12 de julho, a confusão na partida entre Palmeiras e Flamengo, pela Série A do Campeonato Brasileiro. Os Auditores desclassificaram as condutas de agressão no artigo 254-A para ato desleal ou hostil descrito no artigo 250 e aplicaram uma partida de suspensão aos atletas Dudu e Jailson e dois jogos a Luan, todos do Palmeiras. Do lado carioca, Dourado, Cuéllar e Jonas receberam uma partida de suspensão. Clubes e atletas foram absolvidos da denúncia por rixa e por invasão. A decisão cabe recurso e pode chegar ao Pleno do STJD.

As infrações denunciadas aconteceram na última partida da Série A antes da paralisação da competição para a Copa do Mundo. Nos acréscimos, um desentendimento entre Dudu e Cuéllar deu início a uma confusão generalizada. Após o tumulto, o árbitro expulsou seis atletas. Além dos atletas, a Procuradoria denunciou os clubes por rixa.

Diante da Comissão, os Auditores assistiram as provas de vídeo e identificaram os atos dos denunciados. Cuéllar acompanhou o julgamento, enquanto Henrique Dourado prestou depoimento.

“Fui um dos últimos a chegar e quando vi que todos estavam envolvidos fui lá para separar. Analisando o vídeo é possível ver que estou totalmente disposto a separar os atletas. No meio do tumulto eu perco minhas caneleiras. No momento que o Luan saiu do centro dele e foi tentar fazer que eu não chegasse para separar os jogadores foi aonde ele acertou minha orelha com um soco. Depois eu fui procurar saber por qual motivo ele me deu um soco. Conhecia praticamente 70 % dos jogadores do Palmeiras e eles não entenderem minha reação. Fui separar e acabei sendo agredido. Fiquei sem entender. Cheguei ao árbitro também e falei também que me senti muito injustiçado com isso pelo fato de só querer separar ... Não puxei, não peguei na cara dele (Luan)”.

Defensor do Palmeiras, o advogado Américo Espallargas afirmou que a Procuradoria exagerou na denúncia e sustentou o pedido de desclassificação nas condutas dos atletas e absolvição do clube. “ Temos um grande empurra-empurra e um grande deixa disso. A Procuradoria tenta enquadrar o clube em rixa quando foi possível identificar todos os envolvidos. O Dudu se irrita e vai tirar uma satisfação. Não há de se falar em soco, pontapé, cotovelada. O 254-A está afastado. Ele tenta sair e se afastar. Jailson é forte e grande pega o Jonas , abraça e tira ele na confusão. Já o Luan está em três artigos. No entender da defesa há um entrevero entre o Luan e o Dourado e não se classifica em agressão. Luan revida com gesto de afastamento.  Não houve o intuito do Luan em bater e machucar, troca de empurrões e peço a desclassificação do 254-A para o 250”, defendeu Espallargas.

Pelo Flamengo, o advogado Michel Assef iniciou a sustentação pedindo a inépcia da denúncia por falta de elementos e detalhamento da denúncia.“O árbitro expulsa seis atletas e escolhe os que estariam mais envolvidos e aplica o cartão vermelho. Cuellar não vi fazer absolutamente nada, a não ser a falta e a Procuradoria não escreve absolutamente nada que o atleta teria feito. Ele não foi denunciado pela falta e sim por uma agressão. Não tenho como deixar de pedir a absolvição dele. Jonas o fato está ali e o vídeo é claro. No momento ele reage a atitude do Jailson. O Jonas se sentiu hostilizado e reage tentando acertar um pontapé e não acerta nada. Não houve agressão dos atletas. Peço a desclassificação do 254-A para o 250. Dourado tenta chegar ao Luan para tentar entender o que ocorreu e fica um pouco fora de si. Peço a desclassificação do atleta para o 250 e aplicação da pena mínima”, disse o advogado , que ainda sustentou pela invasão e rixa do Flamengo.

“No momento todos entraram em campo e alguns foram escolhidos para justificar e acabar a confusão. A invasão não tem que ser considerada infração por terem entrado para separar e evitar um confronto. O CBJD deixa claro que não há infração disciplinar quando a conduta do atleta tem o objetivo de evitar o confronto. Ao Flamengo em relação o artigo 257 rechaço a denúncia dos cubes. Se o árbitro não tivesse identificado os atletas não teria elencado na súmula. Peço a absolvição do Flamengo”, concluiu.

Com a palavra para voto, o Auditor Luis Felipe Procópio absolveu clubes e atletas da denúncia de rixa com base no parágrafo 3º do artigo 257. O Auditor justificou o voto dos demais denunciados.

“O estopim foi no lance entre Dudu e Cuellar em troca de hostilidades com empurrão pra lá e pra cá e não houve agressão. Desclassifico para o artigo 250 com uma partida de suspensão para cada um dos atletas. Jailson foi tentar separar a confusão de forma absolutamente atabalhoada e deu uma gravata no jogador do Flamengo. Jonas tenta dar um chute no jogador do Palmeiras. Entendo que não houve agressão entre os atletas. Jonas desclassifico para o 250 aplicando uma partida. Já o Jailson pela gravata e forma agressiva aplico a punição de duas partidas no artigo 250.

Henrique Dourado com o Luan absolvo os dois no 258-B. Todo mundo entrou em campo com boas intenções de separar e não há como aplicar a punição de invasão apenas a dois jogadores. Definitivamente não houve agressão. Troca de empurrões. Desclassifico para o artigo 250 e aplico ao Dourado a pena mínima convertida em advertência. Ao Luan fez um gesto mais ríspido na reação. Desclassifico para o 250 e aplico duas partidas ao Luan pela reincidência”, explicou o relator.

O Auditor José Maria Philomeno acompanhou em partes o relator e absolveu atletas e clube pela rixa; absolveu Dourado e Luan na denúncia de invasão de campo; aplicou uma partida a Dudu e aplicou dois jogos de suspensão a Jailson, Jonas, Dourado, Luan e Cuèllar.

Já o Presidente da Comissão, Auditor Luiz Felipe Bulus divergiu do relator apenas para absolver Jailson.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.