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Operário x Cuiabá: processo julgado
08/10/2018 18h04 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os Auditores da Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgaram nesta segunda, dia 8 de outubro, os problemas na primeira partida da final da Série C do Campeonato Brasileiro. Por atrasar o início da partida o Cuiabá foi multado em R$ 2 mil, enquanto o atacante Schumacher, do Operário-PR, foi suspenso por seis jogos de por rixa. Também denunciados, Operário e Cuiabá foram absolvidos de rixa, os atletas Danilo e Bruno Alves e o árbitro Leandro Vuaden também foram absolvidos.

A Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou a briga generalizada ocorrida na partida que encerrou em 3 a 3. Através da súmula e vídeos os atletas Schumacher e Danilo Báia, do Operário-PR, e o atacante Bruno Alves, do Cuiabá, e ambos os clubes foram enquadrados por rixa no artigo 257. O Cuiabá foi denunciado ainda por atrasar a entrada da equipe em campo e gerar quatro minutos de atraso no início do jogo, enquanto o árbitro Leandro Pedro Vuaden por deixar de relatar de forma clara as ocorrências da partida.

Diante da Comissão, a Procuradoria exibiu vídeos da partida, enquanto o Operário ouviu depoimento do funcionário Rodrigo Sautchuk e do atleta Schumacher .

Integrante da Procuradoria, Rafael Carneiro defendeu a punição de quase todos os denunciados e pediu a absolvição de Vuaden por entender que o árbitro detalhou na súmula tudo que conseguiu visualizar. “O conjunto probatório da para esclarecer alguns pontos importantes. O caso de rixa , no meu sentir, houve uma briga generalizada e o Operário talvez contrariado por jogar em casa e sofrer o placar que não era seu desejo.  O que não podemos admitir é assistir essas cenas. É necessário parar de passar a mão na cabeça de atleta que se exalta...O árbitro teve dificuldades de identificar os envolvidos. Poderíamos também tirar apenas três da súmula que não estavam envolvidos. O Schumacher foi identificado e tentou agredir, apesar de não conseguir. Bruno e Danilo participação incisiva no entrevero. Operário insatisfeito com o resultado e inflamado com a torcida parte para acima do Cuiabá. O atraso e a rixa bem caracterizadas. Peço a absolvição do árbitro por entender que tentou detalhar o máximo”, disse.

Alessandro Kishino, advogado do Operário sustentou que o melhor seria ter sido realizado um inquérito para identificar todos os envolvidos.  Com a possibilidade de identificar os envolvidos o advogado sustentou o pedido de absolvição do clube nos artigos 257 e 258-D. “Por não caracterizar uma infração disciplinar não há como punir o clube em razão de sua impossibilidade fática ou jurídica”, disse o defensor, que em seguida defendeu os atletas. Danilo não conseguiu identificar o que ele fez. Em razão da não participação a defesa pede a absolvição. Entendemos que a participação do Schumacher foi devidamente identificada e deve ser penalizado pelo que fez e não pela rixa. Analisar a atuação pontual e puní-lo por isso. Nesse caso deve ser apenado pela tentativa de agressão.  Tenta dar dois socos, não atinge ninguém e é contido”, finalizou.

Já o advogado Marcos Veloso defendeu o Cuiabá. “A defesa entende que o clube atrasou apenas dois minutos e não quatro ditos pela Procuradoria. Em relação ao artigo 257, não há se de falar em rixa se foram identificados os jogadores. A defesa vem requerer a absolvição no 257 e o vídeo demonstra que os jogadores estavam fazendo a confraternização após o término do jogo e depois que iniciou a confusão, os jogadores acuados do Cuiabá entrando no túnel. O time cercado pelo adversário, a segurança tentando apartar os ânimos e houve um empurra e hostilidade. Não há se falar em rixa”, explicou.

Após análise dos fatos, o relator Auditor Rafael Feitosa votou para aplicar R$ 2 mil ao Cuiabá pelos quatro minutos de atraso; absolver ambas as equipes no artigo 258-D; absolver o Cuiabá pela rixa no artigo 257 e multar em R$ 15 mil o Operário pela Rixa. O relator absolveu ainda os atletas Danilo e Bruno Alves e o árbitro Leandro Vuaden e aplicou dois jogos de suspensão a Schumacher pela tentativa de agressão no artigo 254-A.

O Auditor Gustavo Pinheiro divergiu parcialmente para aplicar seis jogos a Schumacher por rixa e absolver o Operário pela rixa. O voto divergente foi acompanhado pelo Auditor Douglas Blaichman.

Já o Auditor Alexandre Magno acompanhou o relator na multa de R$ 2 mil ao Cuiabá pelo atraso no artigo 205 e deixou de conhecer a denúncia aos demais denunciados para determinar que seja feito inquérito para aplicar o CBJD.

Presidente da Comissão, o Auditor Lucas Rocha divergiu do relator somente na punição ao atleta Schumacher para manter a denúncia por rixa e aplicar seis partidas.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.