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Lateral do Goiás suspenso por jogada violenta
09/10/2020 13h08 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Goiás teve o lateral Jefferson punido no STJD do Futebol por entrada dura em Marcos Guilherme, do Internacional. Denunciado por jogada violenta, o atleta do Goiás foi julgado nesta sexta, dia 9 de outubro, pela Quinta Comissão Disciplinar e punido com dois jogos de suspensão. A decisão foi proclamada por maioria dos votos e cabe recurso ao Pleno, última instância.

O Goiás recebeu o Internacional pela 10ª rodada da Série A. Com um minuto de jogo Jefferson cometeu falta dura em Marcos Guilherme. O árbitro da partida reviu o lance no monitor do VAR e expulsou o lateral do Goiás com vermelho direto. O meia do Inter foi substituído e deixou o estádio do Serrinha de ambulância.

Em sessão virtual, Jefferson falou sobre o lance e afirmou que não teve a intenção de atingir e machucar o adversário. “Não tive a intenção de machucar. Fui na bola e, para imprensar, no que eu dei o carrinho meu pé encontrou com o dele. Jamais ia querer machucar o jogador com um minuto de jogo. Logo procurei saber como ele estava. Estava em velocidade e na minha cabeça achei que iria chegar junto com ele na bola. Ele chegou primeiro e bateu na bola, o movimento do pé dele foi na diagonal e acabei pegando no pé dele. No carrinho meu pé segue reto e não vai na direção do pé dele. Primeira vez que levei o vermelho direto”, explicou o jogador do Goiás.

O Procurador Marcus Campos pediu uma punição exemplar e justificou o entendimento da Procuradoria. “Lance de muita sorte pro Jefferson e pro atingido. Repetidamente vendo o lance não vi a intenção e maldade, mas foi de uma imprudência enorme. Essa imprudência poderia gerar uma fratura grave no atingido afastando-o durante muito tempo dos campos. Essa sorte também foi para o Jefferson que poderia afastá-lo pelo mesmo tempo. O jogador saiu de ambulância direto para o hospital com um minuto de jogo. Entendo que o Jefferson deve ser exemplarmente punido. Apesar de não ter maldade houve a imprudência”, afirmou.

O advogado do Goiás, João Vicente de Morais, iniciou a defesa citando a história do atleta. “Jefferson é um atleta formado nas categorias de base e profissionalizado aos 16 anos, tem convocação para seleção brasileira sub-20, atua como lateral e em seis anos no profissional nunca recebeu um cartão vermelho. Na sua história profissional recebeu apenas 10 cartões amarelos somadas nas competições disputadas”.

No mérito, a defesa classificou o episódio como uma fatalidade. “O que aconteceu nessa partida foi uma fatalidade. Ele dá o carrinho numa clara intenção de atingir a bola. No momento do carrinho o atleta do Inter se desloca um pouco e faz o movimento do chute com o pé direito e a perna do Jefferson atinge ele. Pela velocidade não vejo tanta imprudência e sim uma fatalidade. De todo modo, é importante ressaltar que a suspeita de algo mais grave não se concretizou. Temos aqui uma consequência de acidente de trabalho leve a médio. Levando em consideração as consequências peço a aplicação da pena mínima do artigo e que seja levado em consideração o histórico do atleta”, concluiu.

Com a palavra para voto, o relator Vanderson Maçullo explicou seu entendimento. “A defesa chamou a atenção ao histórico do atleta e, por outro lado, a Procuradoria destacou a gravidade do lance. Levando em conta tudo isso eu aplico duas partidas de suspensão”.

O auditor Eduardo Mello divergiu. “A gente não pode aceitar falar que é uma fatalidade. Encaro mais como uma imprudência e uma culpa consciente quando ele assume o risco. Ele claramente da um carrinho em direção ao jogador. Deixar o atleta fora por 10 dias é gravíssimo e poderia sim ter causado uma fratura e lesão maior.  Aplico três jogos de suspensão”.

A auditora Alessandra Paiva acompanhou o relator. “Houve um erro de direção e, por isso, acredito que deveria ser punido. Não vislumbro o dolo e voto com o relator”.

O auditor João Gabriel Maffei também acompanhou o relator, mas acrescentou. “Quem macula a ficha do atleta é o próprio atleta e não o tribunal”.

Presidente da Comissão, o auditor Otacílio Araújo Neto acompanhou o voto divergente. “A gente tem que acabar com esses carrinhos e entradas no futebol. Essa jogada é muito grave e poderia ter gerado uma fratura. Na minha ótica três jogos de suspensão é o necessário para essa infração”, finalizou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.