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Inter: Pedro Lucas, assessor, gandula e clube punidos
09/08/2019 14h16 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os Auditores da Quarta Comissão Disciplinar julgaram integrantes do Internacional por ocorrências na partida contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil. Em sessão realizada nesta sexta, dia 9 de agosto, o atleta D’Alessandro foi absolvido, enquanto Pedro Lucas suspenso por três partidas, o assessor de imprensa Rafael Antoniutti e o gandula Santiago Aguirre suspensos por 30 dias, cada, e o Internacional multado em R$ 3 mil. As denúncias contra o presidente Marcelo Medeiros, o vice de futebol Roberto Melo e o diretor executivo Rodrigo Caetano foram retiradas de pauta para melhor análise da Procuradoria.

A Procuradoria denunciou todos pela confusão ocorrida no final do jogo entre Inter e Palmeiras, quando a partida estava 1 a 0 a favor do Inter. Aos 47 minutos, o mandante teve o gol de cabeça de Víctor Cuesta revisado pelo VAR e anulado pelo árbitro Rafael Traci, para indignação dos colorados. A Procuradoria denunciou com base nos relatos da súmula e em vídeos da partida.

Advogado do Internacional, Rogério Pastl juntou prova documental e vídeos da partida. O defensor ouviu ainda, através de videoconferência, o presidente Marcelo Medeiros e do vice Roberto Melo.

“Quando a gente ganha nas cobranças eu desço para comemorar com os atletas. Nesse momento os árbitros estão saindo do campo para o vestiário. Me dirigi ao árbitro e fiz duas frases: pedi para rever o jogo e disse que não era um bom árbitro e rever a partida. Não proferi ofensas e as palavras de baixo calão ditas não sou eu que falo. Foram ditas por funcionários do Inter que foram identificados e advertidos disciplinarmente. Chamei o árbitro de gordo. Por duas oportunidades a bola bate no juiz por mal posicionamento e no pênalti que o VAR corrigiu, no nosso entendimento ele estava mal posicionado por questões físicas. Não tenho problemas em dizer que a gente se excedeu em um jogo de muita emoção. Foi um excesso e já me manifestei pedindo desculpa pelo episódio”, disse o presidente do Inter.

Logo após, o vice-presidente deu sua versão dos fatos. “Essas palavras ditas na súmula não foram ditas por mim em nenhum momento. Na coletiva após o jogo passo algumas reclamações contra a arbitragem e mais pela atuação do VAR . Pra nós uma classificação para semifinal e a possibilidade de conquista de um título é muito importante. Em momento nenhum fui ofensivo ou desrespeitoso com ele (árbitro). Alguém deve ter dito isso e ele achou que fui eu. Não invadi campo, não fui perto do vestiário e nem perto do VAR em momento algum”, informou

Com a palavra, a Procuradora Julia Galhego retirou as denúncia contra o presidente, vice, o dirigente Rodrigo Caetano e contra o Inter no artigo 211 para melhor análise. Com relação aos atletas, gandula e o clube, a Procuradora reforçou o pedido de condenação nos termos denunciados.

Rogério Pastl sustentou em seguida a favor dos denunciados. “Está claro que teve reclamação, mas o árbitro não foi perseguido até o vestiário. Pedro Lucas reclamou, é jovem e deve ter uma punição pedagógica para aprender. D’Alessandro não segurou, não impediu o caminho do juiz. Ninguém empurra ou segura com os dedos como o D’Alessandro fez. Quando começa uma partida os primeiros lances é como se firmasse o contrato entre árbitro e jogador da forma como podem se posicionar. Esse árbitro em todo o momento permite esse contato. D’Alessandro tem 37 anos e é seu último semestre jogando futebol profissional”, disse o advogado, que acrescentou.

“Os comentaristas da partida todos falaram sobre o absurdo que foi a arbitragem. Falo isso para contextualizar. Não foi um jogo normal e o árbitro não soube conduzir o jogo. O Inter formalizou essas reclamações para a arbitragem da CBF item por item. O assessor é incontroverso que disse e lembro da primariedade dele”, concluiu.

Finalizadas as sustentações, o relator do processo, Auditor Luis Felipe Procópio entendeu que o relato do árbitro foi desconstruído pela prova de vídeo e votou para absolver D’Alessandro. Por Pedro Lucas ter extrapolado, o relator desclassificou a ofensa para o artigo 258 com uma partida de suspensão e desclassificou a invasão no 258-B para o artigo 258 com uma partida de suspensão; aplicou 15 dias ao assessor de imprensa; suspensão de 30 dias ao gandula e multa de R$ 3 mil ao Internacional no artigo 191, inciso III pela conduta do gandula.

O Auditor José Maria Philomeno divergiu do relator para aplicar quatro jogos a Pedro Lucas por ofensa, absorvendo a invasão o artigo 258-B e aplicar 15 dias de suspensão ao assessor de imprensa do Inter.

Já o Auditor Alcino Junior divergiu do relator somente na dosimetria ao atleta Pedro Lucas. Alcino aplicou dois jogos ao atleta no artigo 258 e uma partida no 258-B.

O Auditor Sérgio Henrique Furtado acompanhou o relator na íntegra.

Último a votar, o Presidente Luiz Felipe Bulus absolveu D’Alessandro; puniu Pedro Lucas com quatro jogos no artigo 243-F e um no artigo 258-B; suspendeu por 30 dias o assessor de imprensa do Inter, 15 dias de suspensão ao gandula e multa de R$ 3 mil ao Internacional no artigo 191, inciso III.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.