LEIA MAIS@ 26/07/2017 - 18h07 | Relator rejeita Embargos do Coritiba
LEIA MAIS@ 26/07/2017 - 12h29 | Sport x Chape: clube e atletas denunciados
LEIA MAIS@ 26/07/2017 - 10h26 | Inter é denunciado por desordem
LEIA MAIS@ 24/07/2017 - 18h28 | Pleno: próxima sessão nesta quinta
LEIA MAIS@ 24/07/2017 - 16h35 | 1ª Comissão pune Mano Menezes

Goiás x Vila: jogos com portões fechados

Daniela Lameira / Site STJD
13/07/2017 15h17

Clubes tiveram recurso julgado pelo Pleno nesta quinta, dia 13.


a A

Goiás e Vila Nova tiveram as penas pelas cenas de barbárie no serra Dourada parcialmente modificadas. Em recurso julgado nesta quinta, dia 13 de julho, os Auditores do Pleno aplicaram cinco partidas com portões fechadas e multa de R$ 40 mil ao Goiás e quatro partidas com portões fechadas e multa de R$ 30 mil ao Vila Nova, visitante. Em primeira instância os clubes haviam sido punidos com cinco perdas de mando a uma distância mínima de 200km e multa de R$ 50 mil, cada.

Após assistirem as imagens dos confrontos na geral do Serra Dourada, os Auditores ouviram as sustentações dos advogados de defesa.

João Vicente, pelo Goiás ressaltou que só os que pularam cerca de quatro metros de altura para a geral correram risco de se lesionarem.  “Estádio de 1975 e assim como vários outros estádios possui a geral, mas ainda que fechada há mais de 15 anos. Nesse tempo uma centena de vezes houve a disputa entre as equipes e nunca tivemos um problema dessa forma. O que chamo atenção é que após o encerramento da partida as duas organizadas saltaram apara a geral que é um espaço isolado. O torcedor comum não tem acesso as imagens. Somente entrou na confusão, se envolveu na briga e correu risco quem quis participar do confronto. Houve sim susto aos demais torcedores, mas risco de lesão não. A perda de cinco mandos e multa de R$ 50 mil não foi justa”, encerrou.

Pelo Vila Nova a advogada Neliana Fraga juntou destacou a prova documental e pediu a aplicação da excludente prevista no artigo 213. “O Vila está ajudando na identificação dos agressores e merece a redução dessa pena aplicada. O clube realiza medidas preventivas e através das redes sociais faz postagens diárias contra a violência. O policiamento informou que o Vila atendeu todas as exigências nas medidas necessárias para garantir a segurança do evento. O clube não é omisso em relação a essa situação e o clube se preocupa frequentemente”.

Logo após o Procurador-geral Felipe Bevilacqua teve a palavra: "Entendendo que a pena de mando de campo, multa, são o que nós, dentro da nossa competência, temos ao alcance. O objetivo é tentar adequar, educar o torcedor, o clube, e também o prejuízo técnico e financeiro do clube porque é o responsável pela atitude do seu torcedor", disse.

Após um longo debate dos Auditores, o relator do processo, Auditor Décio Neuhaus justificou e proferiu seu voto : “Estamos buscando uma forma de punir os torcedores maus sem prejudicar os demais e o pai e filho que vimos no vídeo não vai a Brasília e nem a Itumbiara. Quem vai viajar para os jogos são esses que brigaram. Não vou absolver. Mantenho a pena da Comissão de cinco perdas de mando e reduzo a multa para R$ 40 mil ao Goiás e aplico quatro perdas de mando e multa de R$ 30 mil ao Vila sendo todos com portões fechados”.

O entendimento foi acompanhado pelos demais Auditores presentes e a decisão proferida por unanimidade.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.