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Felipe Melo suspenso e Gregore absolvido
23/08/2019 12h44 | STJD

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A Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou os atletas Felipe Melo e Gregore pelas infrações cometidas no duelo entre Palmeiras e Bahia, pela Série A do Campeonato Brasileiro. Em julgamento realizado nesta sexta, dia 23 de agosto, os Auditores decidiram, por unanimidade dos votos, suspender por quatro partidas Felipe Melo por praticar agressão física na disputa de bola com Lucca. Já por maioria dos votos, Gregore foi absolvido de denúncia por ato desleal ou hostil. A decisão cabe recurso.

Presente no STJD, Felipe Melo prestou depoimento após a exibição das provas de vídeo e explicou o lance que gerou sua expulsão direta. "A imagem é bem clara em mostrar a intensidade do lance, intensidade que eu uso em todas as minhas jogadas. O único movimento de braço que eu faço é de impulsão. Em nenhum momento existe o movimento de cotovelo”, disse o jogador.

Perguntado se acha que a expulsão foi justa, Felipe respondeu: “Minha opinião é que é questão de interpretação do árbitro. Jogada forte e intensa, mas não tem maldade na jogada. É questão de interpretação. Jogadas como essa são o que mais acontece no futebol. Mas não tenho como dizer sim ou não. É uma situação muito diferente um golpe com o cotovelo e a jogada de intensidade. Eu tentei jogar a bola lá pra frente, em busca do contra-ataque", explicou o jogador.

Com a palavra para sustentar a denúncia, o Procurador Marcus Campos discordou do jogador do Palmeiras e afirmou que o atleta deu muita sorte porque não houve nenhuma lesão "da vítima". Marcus Campos pediu a condenação dos atleta. “Punir, com justiça". Com relação a Gregore, o Procurador aditou a denúncia do atleta do Bahia de jogada violenta (artigo 254) para ato desleal ou hostil (artigo 250).

Logo após, o advogado Américo Espallargas sustentou em defesa de Felipe Melo e pediu a desclassificação na conduta do jogador por entender que não houve agressão. O advogado do Palmeiras lembrou o soco de Sassá em Mayke como típico caso de agressão física. "Felipe, hoje, é um dos volantes mais técnicos do Campeonato Brasileiro. É verdade que ele é intenso, mas não é verdade que ele teve intenção. Essa maldade que estão tentando imputar na denúncia de que ele agrediu não é verdadeira. Choque aéreo que acontece. Dedé com Rodrigo Caio. Dedé com goleiro do Boca ano passado. A jogada mostra que ele está olhando a bola”, defendeu o advogado.

Pelo Bahia o advogado Paulo Rubens pediu a absolvição do jogador, mas afirmou que o artigo 250 melhor se enquadra na conduta do atleta Gregore.

Relator do processo e vice-presidente da Comissão, o Auditor Otacílio Araújo disse que Felipe Melo assumiu o risco de atingir de forma dolosa o adversário. "Eu vi o lance várias vezes. Ele abre demais o braço. Aí é que está a intenção. Sei que é um excelente atleta, combatente, que briga... mas, em certas ocasiões, extrapola. Aplico quatro partidas de suspensão. Já ao atleta Gregore aplico uma partida no artigo 250”, justificou.

O Auditor Eduardo Mello, segundo a votar, acompanhou na punição de quatro jogos a Felipe Melo e no entendimento de que houve dolo. Eduardo divergiu com relação a Gregore e votou para absolver o jogador do Bahia.

Com o mesmo entendimento, o Auditor Flávio Boson acrescentou que Felipe Melo assumiu o risco ao estar com o braço esticado na disputa da bola. Flávio votou para quatro jogos a Felipe Melo e absolveu Gregore.

Presidente da Quinta Comissão, Rodrigo Raposo, acompanhou o relator na íntegra para uma partida a Gregore e na punição de quatro jogos a Felipe Melo. Raposo concordou com o fato de que Felipe Melo assumiu o risco ao estar com o braço esticado: "Isso aqui não foi um acidente de trabalho. O atleta estava a dois metros do lance, em uma disputa que não era dele e, quando subiu com os braços levantados, assumiu o risco de atingir dolosamente o adversário. Ele procurou o contato e não tentou retirar o braço”, disse Raposo.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.