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Comissão baixa em diligência processo de mala branca
21/02/2019 14h39 | STJD

Daniela Pinho / Site STJD
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A Quarta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol baixou em diligência o processo de suposta mala branca em que o clube Altos/PI teria recebido quantia do ex-presidente do Botafogo/PB, Zezinho, a fim de vencer ou empatar com a equipe do Náutico, pela Copa do Nordeste 2018. Os Auditores entenderam por bem solicitar esclarecimentos e informações ao Minitério Público sobre o andamento e apuração de descumprimento do artigo 41-C do Estatuto do Torcedor.

Em pauta na sessão realizada nesta quinta, dia 21 de fevereiro, a denúncia da Procuradoria foi oferecida após recebimento de ofício da 2ª Promotoria de Justiça de Altos em que narra suposto recebimento de mala branca pelo Altos/PI na Copa do Nordeste 2018. No documento constam ainda reportagens que sugere que Warton Lacerda, presidente do Altos/PI confirma o recebimento de mala branca oferecida por Zezinho, na época presidente do Botafogo/PB. O incentivo tinha como objetivo que o time do Piauí ganhasse ou empatasse com o Náutico. A partida encerrou com o placar de 2 a 2.

Para o Subprocurador-geral, Gustavo Silveira, o presidente confessou a mala branca. Gustavo Silveira pediu a condenação dos envolvidos.

Pelo Altos, o advogado Isaac Chaficks afirmou que o clube do Piauí tem apenas cinco anos e, segundo reportagem veiculada, o presidente recebeu uma ligação e confirmou que jogaria para ganhar a partida, como sempre, mas não tinha conhecimento da ilegalidade em receber uma ajuda.

“Ao ouvir que ia receber uma ajuda e não tinha conhecimento de que mala branca era ilícito, o presidente ficou na conversa e não sabia de manipulação de resultados. Houve uma ignorância, falta de conhecimento e o presidente confirmou que iria jogar para ganhar. Presidente foi denunciado no artigo 243-A por atitude contrária à ética, mas sem atitude de influenciar o resultado da partida. Não houve infração disciplinar. Já no artigo 242 não houve infração por parte do presidente que não prometeu vantagem indevida a ninguém. A defesa pede então a absolvição do presidente e clube”, concluiu.

Em defesa de Zezinho, a advogada Bárbara Petrucci sustentou. “Se houve essa sugestão não há prova nos autos de que tenha ocorrido o pagamento. A essência do futebol é que os times entram em campo para ganhar. Não concretizou. O artigo 242 do código menciona o pagamento e promessa e nos autos houve uma sugestão que não concretizou. A defesa não vislumbrou esse oferecimento na literalidade. Na dúvida não se pode punir. Considerando os fatos que o Ministério Público não revelou manipulação e tudo visto na Operação Cartola esse é o menor dos problemas, se é que houve”, defendeu.

Após as sustentações, os Auditores debateram e acharam prudente baixar os autos em diligência com emissão de ofício a 2ª Promotoria de Justiça de Altos para solicitar esclarecimentos sobre o andamento e apuração do caso na justiça comum. Após receber as informações o processo retornará a pauta da Comissão para conclusão do julgamento.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.