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Comissão adverte lateral do Bragantino
14/06/2022 12h01 | STJD

Divulgação Site STJD
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Os auditores da Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol advertiram o lateral Ramon, do Bragantino, por jogada violenta na Série A do Campeonato Brasileiro. Em julgamento realizado nesta terça, dia 14 de junho, a decisão foi proclamada por maioria dos votos. A decisão cabe recurso ao Pleno, última instância nacional.

Ramon foi denunciado no artigo 254 do CBJD por infração na partida entre Ceará e Bragantino, pela Série A do Campeonato Brasileiro. O lateral-esquerdo recebeu o vermelho direto aos 41 do segundo tempo por pisar na coxa do adversário com uso de força excessiva na disputa da bola.

Diante da Segunda Comissão Disciplinar o Bragantino juntou prova de vídeo do lance.

Procurador da Justiça Desportiva, Álvaro Cassetari sustentou a denúncia.

“Pontuar uma questão importante sobre esse caso para invocarmos a devida aplicação técnica do dispositivo. Pelas cenas o que chama a atenção não é só a atitude em si do atleta ao pisar, mas a conduta depois do ato. Ele simplesmente passa a frente, ouve o apito e vira para o árbitro, porém nem retorna para ver o que aconteceu. Pode parecer que seja um ato simples, mas o que preocupa a Procuradoria é conscientizar que esse tipo de falta está bem próximo de tirar o adversário da carreira. Não podemos admitir que situações como essa, ainda que não tenha tido uma lesão mais séria, o perigo que está sendo tutelado. Me chama a atenção a frieza do denunciado e revela que não tem consciência nenhuma do perigo para o adversário e para ele que está sujeito a se submeter”, justificou.

O advogado Andrés Perez sustentou em defesa de Ramon.

“Com a devida vênia na defesa discorda da Procuradoria. Após análise das imagens a defesa entende que houve um acidente de trabalho. Conforme as imagens, na dinâmica da jogada o atleta do Bragantino pede a bola e, posteriormente, dá um bicão para afastar e, nesse momento, o atleta do Ceará chega com um carrinho. Lance de jogo, acidente de trabalho e não foi intencional. Um simples encontrão que ocorreu. Embora o arbitro tenha aplicado o vermelho direto, os atletas do Ceará estavam próximos e não foram tirar satisfação. Isso demonstra que não houve violência e maldade no lance. O atleta atingido não precisou de atendimento médico e demonstra que realmente não houve violência. O Ramon foi expulso e sai de campo sem reclamar. O pedido da defesa é pela absolvição do atleta, mas caso não seja esse o entendimento, que seja aplicado a pena mínima de advertência”, concluiu.

Após as sustentações, o relator do processo, auditor Iuri Engel proferiu seu voto e entendimento.

“Não consigo ver um ato intencional. Me parece mais uma imprudência. Concordo com as colocações da defesa de que o simples fato dos atletas do Ceará não se indignarem revela que não teria sido tão grave. Me parece realmente que temos que prestigiar o atleta que toma o vermelho e sai de campo imediatamente sem reclamar. Esse é o exemplo. Pela imprudência aplico a pena de uma partida e converto em advertência em razão da primariedade”, explicou o relator.

O auditor Diogo Maia votou em seguida.

“Também entendo que não houve maldade e concordo com a aplicação de um jogo convertido em advertência”.

Abrindo divergência, o auditor Marcelo Vieira justificou.

“Vou divergir do relator e absolver o atleta. Entendo que foi uma sequência natural do atleta. Ele salta e quando cai acaba por aterrissar na perna do adversário. Realmente um acidente de trabalho e estou absolvendo o atleta”, disse.

Presidente em exercício, o auditor Carlos Eduardo Cardoso concluiu a votação.

"O tipo do artigo 254 justamente não prevê a intenção. A temeridade e imprudência na disputa da jogada é o tipo desse artigo. Entendo que a imprudência partiu de ambos, mas o prejudicado foi o jogador do Ceará que sofreu com o pisão na coxa. Vou acompanhar o relator pelos argumentos expostos. Faltou um pouco de cuidado, de prudência, na hora do chute da bola”, encerrou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.