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Comissão absolve dirigente do Palmeiras
09/07/2018 13h51 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol absolveu o Diretor do Palmeiras, Alexandre Mattos, da denúncia de desrespeito contra a arbitragem no clássico contra o São Paulo. O processo foi julgado nesta segunda, dia 9 de julho, e a decisão proferida por maioria dos votos. A decisão em primeira instância cabe recurso.

A denúncia teve origem após a Procuradoria ter acesso a súmula da partida. No documento a arbitragem informou que durante o intervalo do jogo o dirigente Alexandre Mattos aguardava a arbitragem na porta d entrada do vestiário e, de forma intencional e proposital, Mattos caminhou em sentido contrário e esbarrou em três membros da arbitragem. O dirigente foi então denunciado por infração ao artigo 258 do CBJD.

O Procurador Rafael Carneiro reforçou, em sessão, a denúncia com pedido de punição a Alexandre Mattos. “ A súmula goza de presunção relativa de veracidade. A circunstância que me chamou a atenção foi que esbarrou em três personagens da arbitragem e o fato de estar esperando a equipe de arbitragem mostra que foi algo premeditado. Dirigente importante e que precisa dar o exemplo”, disse o representante da Procuradoria.

Pelo Palmeiras o advogado Américo Espallargas apresentou prova de vídeo com depoimento do denunciado que afirmou surpresa com a denúncia e apresentou sua versão do ocorrido.

“Não senti e se tivesse acontecido qualquer esbarrão eu teria me desculpado. Jogo tranquilo e sem motivo para qualquer reclamação”, explicou Alexandre Mattos.

O advogado sustentou o pedido de absolvição do dirigente. “O que vai pedir a defesa é a absolvição. Não há qualquer embasamento para essa denúncia”, finalizou.

Responsável pela relatoria do processo, a Auditora Michelle Ramalho afirmou que o vídeo corroborou com o entendimento dela e que o dirigente não deve ter tido nenhuma intenção de atingir, além de estar de costas. Nesse sentido, a relatora votou para absolver Alexandre Mattos.

Os Auditores Gustavo Pinheiro e Alexandre Magno acompanharam o entendimento e voto da relatora, enquanto o presidente Lucas Rocha divergiu para aplicar a pena mínima de suspensão ao dirigente. O presidente da Primeira Comissão justificou seu voto. “A súmula não foi elidida. O contexto da partida seria favorável a esse tipo de atitude. Acolho e aplico 15 dias de suspensão”, explicou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.