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Comissão absolve atleta do Ceará e adverte auxiliar do CSA
27/04/2021 12h03 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Segunda Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou nesta terça, dia 27 de abril, as infrações na partida entre Ceará e CSA, pela Copa do Nordeste 2021. Por unanimidade dos votos, os auditores absolveram o atleta Rick, do Ceará, em denúncia por jogada violenta. Já por maioria dos votos, o auxiliar técnico do CSA, Denis Yashiro, foi punido com advertência. A decisão cabe recurso.

Em partida realizada no dia 31 de março, Rick foi expulso com o segundo amarelo por atingir o adversário com um calço a disputa de bola, enquanto o auxiliar do CSA recebeu o vermelho direto por reclamar com gestos e palavras contra as decisões da arbitragem.

A Procuradoria denunciou Rick no artigo 254 do CBJD e o auxiliar Denis no artigo 258, inciso II do CBJD.

Presente na sessão virtual, o atacante do Ceará prestou depoimento e falou sobre o lance que gerou a expulsão.  “Quando recebi o cartão só disse que tinha escorregado e não xinguei e nada. O campo estava molhado e escorregadio. Minha primeira vez expulso”, explicou Rick.

Subprocurador-geral da Justiça Desportiva, Gustavo Silveira sustentou a denúncia. “O árbitro aplicou o segundo amarelo dois minutos após o primeiro por uma possível cotovelada. O árbitro narrou que o atleta do Ceará atingiu o adversário com uma jogada temerária em um caso típico de jogada violenta e punível com o artigo 254. O segundo denunciado recebeu vermelho direto. O auxiliar não tem direito de reclamar de forma desrespeitosa. A reclamação narrada na súmula ultrapassou e as palavras ditas devem ser apenadas nas regras do artigo 258, inciso II”, concluiu o representante da Procuradoria.

Patrícia Saleão, defensora do CSA, sustentou em defesa do auxiliar técnico. “Sempre questiono o que é narrado na súmula e que foi dito pela comissão técnica e diretoria. Sabemos que não devem reclamar, mas qualquer insatisfação tem sido ouvida pela arbitragem. Não consigo acreditar que o árbitro consiga reproduzir com tamanha fidelidade aquilo que efetivamente foi proferido. Não podemos afirmar que o Senhor Denis proferiu exatamente essas palavras. Atuou no Santos e depois na Coréia do Sul. Considerando a primariedade, a defesa pede a absolvição e que não sejam consideradas exatamente as palavras narradas”, defendeu.

Pelo Ceará o advogado Osvaldo Sestário defendeu o atacante. “Atleta jovem de 21 anos e todos sabemos que o Ceará está fazendo um ótimo trabalho e com muitos jogadores jovens no cenário nacional. Vindo da base, esses atletas querem mostrar serviço. Não houve uma cotovelada no primeiro lance e recebeu amarelo. No segundo lance escorregou e o árbitro acabou aplicando o segundo amarelo. A defesa entende que é o típico caso para a absolvição”, finalizou.

Após as sustentações, o relator do processo, auditor Washington Rodrigues justificou seu entendimento e proferiu seu voto. “Sempre verifico se houve violência na jogada, se os cartões influenciaram no resultado da partida, se cabia vermelho direto. Verifico que os dois amarelos não atingiram esse limite acima da normalidade. Foram cartões recebidos num curto espaço de tempo. Absolvo o atleta. Em relação ao auxiliar Denis entendo que houve um pouco de falta de educação em relação ao próprio trabalho desempenhado pela arbitragem. Acolho a denúncia e aplico uma partida de suspensão com conversão em advertência”, votou.

Vice-presidente da Segunda Comissão, o auditor Carlos Eduardo Cardoso acompanhou na absolvição ao atleta do Ceará e divergiu para aplicar uma partida de suspensão sem conversão ao auxiliar técnico do CSA.

Os auditores Diogo Maia e Marcelo Vieira acompanharam o voto do relator na íntegra.

Último a votar, o presidente Felipe Diego Silva acompanhou o voto divergente para aplicar uma partida de suspensão ao auxiliar técnico Denis Yashiro.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.