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Chape: atletas e dirigentes punidos
12/06/2017 16h53 | STJD

Créditos: Wellington Campos
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A Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou nesta segunda, dia 12 de junho, as ocorrências na partida entre Chapecoense e Cruzeiro, pela Copa do Brasil 2017. Por maioria dos votos, Victor Ramos recebeu uma partida de suspensão, Reinaldo dois jogos de punição, os dirigentes Rui Costa e João Carlos, o Maringá, suspensos por 15 dias, Mano Menezes advertido, enquanto Vagner Mancini, Diogo Barbosa e a Chapecoense absolvidos das denúncias. A decisão cabe recurso e pode chegar ao Pleno, última instância nacional.

Ao todo oito denunciados foram enquadrados pela Procuradoria da Justiça Desportiva por infrações na partida que marcou a eliminação da Chapecoense na Copa do Brasil. Com as narrativas da súmula os atletas Victor Ramos e Reinaldo foram denunciados por desrespeitarem a arbitragem, o técnico Vagner Mancini por invasão, e os dirigentes Rui Costa e João Carlos por invasão de campo e desrespeito contra a arbitragem, enquanto a Chapecoense enquadrada por não prevenir e reprimir desordem, lançamento de objeto e invasão de campo. Já por prova de vídeo, a Procuradoria denunciou Mano Menezes, técnico do Cruzeiro, e o atleta Diogo Barbosa por conduta contrária à ética e disciplina desportiva.

Em julgamento, a defesa da Chapecoense apresentou prova documental, de vídeo e depoimento de denunciados e testemunhas. As partes e Auditores assistiram ainda os vídeos da Procuradoria.

Com o objetivo de comprovar a identificação do infrator responsável pelo arremesso de uma pedra que atingiu o quarto árbitro na saída de campo, a defesa da Chape apresentou os Boletins de Ocorrência lavrados, documentos com a identificação do infrator e ouviu o depoimento de Marcelo Zolet, Advogado interno do clube; Vandre Martin, coordenador de segurança privada do estádio; e Marcos Storgatto, Policial Militar representante da Justiça Presente. Os depoentes explicaram o trabalho realizado na Arena Condá para identificação do infrator e toda a cronologia até o acompanhamento do torcedor na delegacia onde o mesmo confirmou ser o autor do arremesso da pedra.

Os dirigentes Rui Costa e João Maringá também prestaram depoimento para explicarem o contexto das palavras narradas pela arbitragem na súmula. Ambos afirmaram que a entrada em campo foi exclusivamente com o intuito de retirar os atletas da Chapecoense de campo e não terem mais atletas expulsos. Victor Ramos e Reinaldo acompanharam todo o julgamento no STJD.

Diante de todos, o Procurador Michel Sade reiterou os termos da denúncia e, por entender que a Chapecoense realizou as medidas previstas na excludente do artigo 213, pediu a absolvição apenas no inciso III do artigo denunciado.

O advogado Mario Bittencourt defendeu o clube e os dirigentes. De acordo com a defesa, os dirigentes entraram em campo para preservar o elenco e impedir que seus atletas fossem expulsos. Segundo a defesa, a animosidade da partida ocorreu devido a má atuação da arbitragem conduzida por Pericles Bassols. Bittencourt ressaltou o trabalho feito pelo clube para identificar o responsável pelo arremesso e destacou a baixa gravidade no tumulto ocorrido.

Pelo treinador Vagner Mancini e atletas Victor Ramos e Reinaldo, o advogado Marcelo Mendes sustentou que as próprias palavras narradas pelo árbitro expressam a revolta dos atletas com a atuação péssima da arbitragem e que apesar de duras, as palavras não fogem do contexto de uma partida tensa e não extrapolaram o limite do desrespeito.Com relação ao treinador, Marcelo explicou que para chegar no vestiário da Arena Condá é necessário passar por dentro do campo e, ao ver seus atletas, o treinador fez o trabalho de tirá-los para evitar mais problemas e ressaltou que a atitude de separar não se tem configurada a infração.

Pelo Cruzeiro, o advogado Teothônio Chermont discordou da denúncia e afirmou que o treinador cometeu uma brincadeira de certo mal gosto. No entendimento do defensor, o atleta da Chapecoense não se irritou e até sorriu para o treinador. Teothônio acrescentou:  “No segundo lance toma a distância e cobra normalmente a lateral. No final das contas não houve nenhum prejuízo. O ato nulo não produz efeito e os atos anteriores não faz efeito no mundo jurídico. Foi ato foi anulado na cobrança de um novo lateral”. Sobre a conduta de Diogo Barbosa, o advogado destacou que não foi possível identificar com clareza quem cometeu o ato e, desta forma, pediu a absolvição do jogador.

Relatora do processo, a Auditor Michelle Ramalho absolveu a Chapecoense nas denúncias do artigo 213. Aos atletas aplicou um jogo a Victor Ramos e duas partidas a Reinaldo, ambos no artigo 258, inciso II. Por entender que não houve infração por parte de Vagner Mancini, a relatora absolveu o treinador.  Aos dirigentes Rui Costa e João Maringá votou para aplicar 15 dias de suspensão para cada um no artigo 258, inciso II; advertir o técnico Mano Menezes no artigo 258 e absolver o atleta Diogo Barbosa por não ter a certeza quanto a conduta do jogador.

Segundo a votar, o Auditor Gustavo Pinheiro absolveu a Chapecoense no artigo 213; advertiu Victor Ramos e aplicou uma partida a Reinaldo; advertiu Rui Costa; absolveu João Carlos Maringá; advertiu Mano Menezes e absolveu Diogo Barbosa.

Presidente da Comissão, o Auditor Lucas Rocha divergiu apenas para aplicar multa de R$ 3 mil a Chapecoense no artigo 213, inciso I, por entender que houve sim tumulto na zona mista, acompanhando a relatora nos demais denunciados.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.