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Atletas de Goiás e Atlético/GO são punidos após expulsão em clássico no Brasileirão
27/09/2022 14h30 | STJD

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O clássico goiano entre Goiás e Atlético, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, chegou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol nesta terça, dia 27 de setembro. Pelo lado do Dragão, o zagueiro Hayner respondeu por praticar agressão física e teve a denúncia desclassificada para “jogada violenta”, pegando um jogo de suspensão. Pelo Esmeraldino, o volante Caio Vinícius foi denunciado por jogada violenta e foi advertido. A decisão foi por maioria de votos dos auditores da Segunda Comissão Disciplinar e cabe recurso junto ao Pleno.

As equipes se enfrentaram no dia 27 de agosto, no Hailé Pinheiro, com vitória alviverde por 2 a 1. Na súmula da partida, consta que o zagueiro Hayner, do Atlético/GO, foi expulso aos 11 minutos do segundo tempo com cartão vermelho direto “por desferir uma cotovelada, atingindo o rosto de seu adversário com uso de força excessiva”. 

Assim, o jogador do Dragão foi denunciado com base no artigo 254-A, §1º, inc. I do CBJD, “por praticar agressão física durante a partida; desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido”. A pena para esta infração varia de quatro a 12 partidas de suspensão.

Depois, na marca dos 34, o árbitro expulsou o volante Caio Vinícius, do Goiás, também com o vermelho direto, pelo seguinte motivo: “dar uma entrada (carrinho frontal) atingindo com a sola da sua chuteira a canela do seu adversário”. O jogador foi denunciado por “praticar jogada violenta”, com pena de suspensão de um a seis jogos, conforme descrito no artigo 254, §1º do CBJD.

Após apresentação de prova de vídeo e a palavra do Subprocurador-geral Gustavo Silveira, o advogado João Vicente Morais fez a defesa do atleta Caio Vinícius, do Goiás.

“Efetivamente houve uso de força excessiva do atleta, então vamos discutir a dosimetria da pena. O Caio Vinicius é um volante, é o segundo ano que está no Goiás e nunca foi nem mesmo julgado. É um atleta com 24 anos. Então é um ponto que chama atenção o fato de um volante nunca ter sido julgado pela Justiça Desportiva. A própria súmula traz a informação que o atleta atingido continuou na partida, e ele efetivamente continuou até o término da partida, não foi nada grave. Tratou-se de um lance entre dois atletas que não causou nenhuma animosidade à partida. Por isso, peço que seja aplicada a pena mínima, convertida em advertência”, disse o patrono.

Em seguida, o advogado Paulo Henrique Pinheiro discursou em defesa ao zagueiro Hayner, do Atlético/GO: 

“É muito importante destacarmos que a primeira impressão que o árbitro teve deixou muito claro que era jogada de cartão amarelo, tanto que foi o que ele fez. Quando o lance é revisado com imagens mais claras e em câmera lenta fica evidente que podemos ver mais detalhes. Mas, na súmula, ele coloca que houve uso de força excessiva, mas sem citar que houve intenção de dolo. De fato houve o contato, não negamos, mas não houve dolo. Nesse modo, a defesa entende que não houve a prática da agressão física, mas sim da jogada violenta, e pede a desclassificação para o 254 e aplicação da pena mínima”, sustentou a defesa. 

Após análise do processo e defesas, o relator Washington Oliveira votou em uma partida de suspensão, convertida em advertência, ao jogador Caio Vinícius, do Goiás. E, sobre o atleta Hayner, do Atlético/GO, desclassificou para o artigo 254 do CBJD por entender que houve jogada violenta e aplicou um jogo de suspensão.

“O árbitro estava bem em cima do lance e a primeira percepção dele foi de segundo cartão amarelo, e ele ainda faz constar na súmula que o lance foi revisado pelo VAR. Mas, como essa prova do VAR não foi trazida aqui, não consigo distinguir. Então, até tendo em vista a primariedade, desclassifico para o 254 e aplico uma partida de suspensão”, explicou o relator sobre o voto em relação ao jogador do Dragão.

O presidente Felipe Silva e o auditor Iuri Engel acompanharam o relator integralmente. O vice, Carlos Eduardo Cardoso, também acompanhou sobre um jogo de suspensão ao zagueiro Hayner e ao jogador Caio Vinícius, mas sem a conversão para advertência. Diogo Maia acompanhou na dosimetria de uma partida ao zagueiro Hayner, mas desclassificando para o artigo 250, e acompanhou integralmente em relação a Caio Vinícius.

Gandula julgado por atrasar reposição de bola

Na súmula do clássico goiano, o árbitro também relatou que expulsou o gandula Leandro Otatti Menezes, aos 25 minutos do primeiro tempo, “por atrasar a reposição de bola, retardando o reinício do jogo”

Assim, Leandro respondeu por infração ao artigo 258 do CBJD, por “assumir qualquer conduta contrária à disciplina”, que prevê suspensão pelo prazo de 15 a 180 dias.

Após as sustentações da Procuradoria e da defesa, o relator Washington Oliveira votou em aplicar 15 dias de suspensão ao gandula, sendo acompanhado pelos auditores Diogo Maia e Iuri Engel. O presidente Felipe Silva e o vice-presidente, Carlos Eduardo Cardoso, divergiram e votaram em 30 dias de gancho.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.